1- Um em cada seis casais vai ter dificuldades para engravidar?

VERDADE. Segundo a European Society of Human Reproduction and Embriology (E.S.H.R.E.) a definição geral de infertilidade é a diminuição da capacidade de conceber em relação à população geral. Esta situação atinge 15 a 20% de todos os casais em idade reprodutiva. Atualmente é possível reverter a maioria destes casos após investigação e tratamentos específicos que podem ser realizados na Plena Fértile, em Toledo.

2- A maioria dos casais que tem relações sexuais no período fértil engravida?

MITO. Um casal completamente sadio que tem relação sexual no período fértil pode não conseguir engravidar no primeiro mês. A chance de um casal saudável engravidar é de aproximadamente 20% a cada mês, isto nas mulheres abaixo dos 30 anos e de apenas 5% ao mês acima dos 40 anos, mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens. Após 12 meses, o casal terá aproximadamente 85% de chances de ter engravidado, caso isto não ocorra, é necessário procurar ajuda médica especializada.

3- As mulheres são as maiores responsáveis pelos problemas que afetam a fertilidade do casal?

MITO. Quando se procura a causa da infertilidade encontramos 30% das vezes apenas o fator masculino como causador, em 30% das vezes apenas o fator feminino e 30% das vezes existe alguma dificuldade em ambos (ela com endometriose e ele com diminuição leve do número de espermatozoides, por exemplo). Os outros 10% dos casos são de infertilidade sem causa aparente, onde não se encontrou nenhuma alteração nos exames.

4- Os anticoncepcionais podem comprometer a fertilidade quando usados por muito tempo?

MITO. A pílula, objetivamente, não traz nenhum perigo para a fertilidade da mulher. O que pode acontecer é a não observação de um problema pré-existente. Estudos demonstram que mulheres que usam pílula anticoncepcional têm uma chance muito menor de desenvolver endometriose, cistos nos ovários, bem como câncer de ovário e endométrio. Vale lembrar que com a interrupção da injeção mensal, a fertilidade da mulher logo retorna, já com a medicação trimestral, permitida durante a amamentação e algumas situações pode haver um atraso no retorno da fertilidade e deve ser criteriosamente avaliada a sua indicação. Em média, costuma demorar até quatro meses após o término do efeito da injeção trimestral para a menstruação retornar e a fertilidade. Já no caso da pílula, o retorno da fertilidade pode ser imediato, inclusive com atrasos e esquecimento de apenas um comprimido.

5- Quem tem ovários policísticos não consegue engravidar sem tratamento?

MITO. Quem tem ovários policísticos pode ou não ter dificuldades para engravidar, pois a ovulação ocorre de maneira irregular. Quanto maiores os atrasos das menstruações e se associado ao aumento de peso, mais frequente as dificuldades para engravidar espontaneamente. Muitas vezes apenas a normalização do peso já é suficiente para a gestação acontecer naturalmente, outras vezes medicamentos indutores da ovulação são necessários. A Síndrome de ovários policísticos atinge 10% das mulheres em idade fértil, sendo a causa mais frequente de ausência de ovulação. As  manifestações que podem ser encontradas são: a irregularidade menstrual, com frequentes atrasos da menstruação e possibilidade de infertilidade, obesidade, aumentos dos pêlos, acnes, oleosidade de pele e cabelos, entre outros sintomas.

6- É quase impossível ter filhos após os 37 anos, mas com os tratamentos de reprodução assistida é possível ter filhos em qualquer idade?

MITO. A fertilidade da mulher começa a diminuir significativamente a partir dos 30 anos e se acentua a partir dos 35 anos, quando 8% destas já não possuem mais óvulos.
Existem duas épocas em que a fertilidade sofre um impacto negativo ainda maior, que é em torno dos 37 anos e depois aos 42 anos. O avançar da idade leva a redução não só do número de óvulos, como também da sua qualidade, e mesmo utilizando-se de fertilização in vitro, as chances de gravidez diminuem e aumentam a ocorrência de abortos e síndromes. As mulheres com 42 anos ou mais, provavelmente terão que recorrer a técnicas de reprodução assistida e óvulos doados para terem filhos. Portanto, mesmo com o avanço da medicina reprodutiva, sugere-se a avaliação da reserva ovariana entre 30 e 35 anos e planejamento individualizado, evitando dificuldades futuras.

7- O abortamento provocado pode causar infertilidade?

VERDADE. O aborto provocado pode deixar sequelas, como as lesões nas tubas uterinas, aderência das paredes internas do útero, devido a restos deixados, e aderências pélvicas devido a infecções ascendentes, pois frequentemente não são realizados em boas condições de esterilização. No entanto, os abortos espontâneos com até 10 semanas de gestação, quando a formação embrionária não evolui adequadamente, são realizados em ambiente hospitalar e apresentam baixo risco de complicações à mulher. Vale lembrar que com a idade as taxas de abortamento natural vão aumentando, acontecendo em aproximadamente 10% das gestações de mulheres com 20 anos e próximo aos 30% nas de 40 anos.

8- Existem casos que mesmo com o tratamento adequado o casal não consegue engravidar?

VERDADE. Poucas áreas da medicina alcançam taxas de sucesso tão altas. As taxas cumulativas das técnicas de reprodução assistida ultrapassam os 90% de gravidez ao longo de vários tratamentos. Mesmo recorrendo a todos os tratamentos disponíveis, e seguindo-os à risca, existe a possibilidade de não conseguir a gravidez. Em menos de 10% dos casais os problemas que levam à infertilidade são indefinidos. Em alguns casos, como menopausa, ausência de útero, azoospermia (ausência de espermatozoide) a causa está bem determinada, mas o casal não poderá gerar uma criança a menos que recorra à doação de óvulos, sessão temporária de útero (útero solidário), ou aos serviços de banco de sêmen, o que permitirá a continuidade do tratamento, sendo que estes tratamentos dependem da aceitação do casal.

9- Uma mulher que engravidou através de fertilização, só vai conseguir engravidar uma próxima vez utilizando novamente técnicas de reprodução assistida?

MITO. Muitos casais subferteis ou com infertilidade sem causa aparente podem engravidar espontaneamente após anos de tentativas, mas um número muito maior acaba ficando sem filhos quando não procuram ajuda especializada. Portanto recomenda-se que após 1 ano de tentativas para engravidar sem sucesso, o casal deva procurar investigação e tratamento, sendo que quando a mulher tem mais que 35 anos esta espera não deve ser maior que 6 meses de tentativas de gravidez espontânea. Vale lembrar que, após 6 meses do nascimento deste filho através de técnicas de reprodução assistida, caso não tenha embriões congelados, já é possível autorizá-la a não usar contraceptivos e estabelecer uma programação da segunda gravidez baseada na sua reserva ovariana.

10- Tratamentos para infertilidade sempre são de alta tecnologia e custo elevado?

MITO. A maioria dos casais consegue engravidar mediante procedimentos simples, que atualmente já são tratamentos médicos estabelecidos e não mais considerados excepcionais. Algumas vezes a normalização de peso, o acompanhamento da ovulação e a simples orientação do casal será suficiente para a gravidez acontecer. Caso isto não aconteça, a investigação básica de infertilidade deve ser realizada, podendo ser necessários procedimentos de baixo custo, como a indução da ovulação com coito programado ou mesmo a inseminação, que é a melhoria do sêmen, com introdução deste no interior do útero, no período peri-ovulatório. Caso ainda assim a gravidez não ocorra, ou não seja possível procedimento mais simples (devido a trompas uterinas fechadas ou muito poucos espermatozoides), pode ser indicado procedimentos de alta complexidade, como fertilização in vitro (bebê de proveta), ICSI, super-ICSI. Para isso, cada caso deve ser analisado individualmente, levando-se em conta idade da mulher, causa e tempo de infertilidade, desejos do casal, e assim, com as técnicas de reprodução assistida, pode-se alcançar o sucesso em aproximadamente 90% das vezes, com custos acessíveis a maioria dos casais. Estas técnicas podem ser vistas em detalhes no site www.clinicaplena.com.br ou no canal do YouTube da Plena Fértile.

11- Com determinados chás e muitas orações é certo que a gravidez acontecerá?

MITO. A fé e fatores emocionais ou psicológicos são muito importantes no tratamento, mas existem muitas alterações que necessitam de tratamentos bem estabelecidos para serem resolvidas e caso haja a demora podem acabar diminuindo ou acabando com as possibilidades do casal conseguir a gravidez. Por exemplo, o casal em que o homem tenha uma diminuição importante do número de espermatozoides, surpreendentemente a gravidez pode ocorrer de maneira espontânea após anos, ou mesmo com tratamentos simples, mas é mais provável que o casal fique sem filhos se ficar esperando, pois 8% das mulheres já não têm óvulos aos 35 anos.

12- Tratamentos para infertilidade sempre geram gêmeos?

MITO. A maioria dos tratamentos resulta no nascimento de um único bebê. Entre as gestações obtidas com o uso de citrato de clomifeno para indução da ovulação, por exemplo, menos de 10% resultam em gêmeos. Entretanto, a probabilidade de nascimentos múltiplos realmente é mais alta em mulheres que fazem fertilizações. As taxas gravidez nas fertilizações ultrapassam os 40% nas mulheres mais jovens, sendo que dos casais que engravidam os gêmeos estão entre 20% e 30% e os trigêmeos são menos de 1% dos casos. Com a transferência de menos embriões em mulheres mais jovens é possível reduzir os riscos de gestações múltiplas. Segundo orientação da Resolução CFM nº 1.957/10 do Conselho Federal de Medicina em mulheres com até 35 anos podem ser transferidos até dois embriões, entre 36 e 39 anos até três embriões, e em mulheres com 40 anos ou mais é permitido transferir até quatro embriões. Mesmo com estas normativas, a maioria das pacientes aceita seguir as recomendações médicas transferindo menos embriões, pois as taxas de gravidez destes procedimentos são muito boas.

13- Mulheres com idade avançada têm mais dificuldades para engravidar?

VERDADE. A chance de um casal saudável engravidar é de aproximadamente 20% a cada mês nas mulheres abaixo de 30 anos, mas de apenas 5% nas mulheres acima dos 40 anos. Mesmo que a mulher esteja em excelentes condições físicas e tenha os melhores hábitos de vida sua fertilidade diminui, suas chances de um aborto espontâneo aumentam, assim como as síndromes cromossômicas. Nos tratamentos de fertilização in vitro (bebê de proveta) e ICSI, estudos genéticos em mulheres com mais que 40 anos, observaram próximo a 70% de embriões anormais, o que reduz as taxas de gravidez neste grupo comparativamente às mais jovens. Diante disto, está autorizada pela Resolução CFM nº 1.957/10, do Conselho Federal de Medicina, que em mulheres com até 35 anos podem ser transferidos até dois embriões, entre 36 e 39 anos até três embriões, e em mulheres com 40 anos ou mais é permitido transferir até quatro embriões.

14- Os homens poucas vezes são os responsáveis pela infertilidade?

MITO. Quando se procura a causa da infertilidade encontramos 30% das vezes apenas o fator masculino como causador, em 30% das vezes apenas o fator feminino e 30% das vezes existe alguma dificuldade em ambos (ela com endometriose e ele com diminuição leve do número de espermatozoides, por exemplo). Os outros 10% dos casos são de infertilidade sem causa aparente, onde não se encontrou nenhuma alteração nos exames.
Vale lembrar que em muitos casos de diminuição do número e/ou mobilidade dos espermatozoides, através da inseminação, fertilização in vitro, ICSI ou super-ICSI, pode-se conseguir altas taxas de sucesso e gravidez. Para os casos de ausência total de espermatozoides no sêmen ejaculado, existe a possibilidade de encontrá-los através da biópsia testicular e realização subsequente da ICSI.

15- O uso da pílula do dia seguinte pode interferir na fertilidade feminina?

VERDADE. O perigo da pílula do dia seguinte é que, com o uso frequente ela quebra o ritmo hormonal e a gravidez pode acontecer. Vale ressaltar que essa pílula é uma boa ferramenta apenas em caso de emergência, quando se usa imediatamente após uma relação desprotegida ou rotura de preservativo, não devendo ser usada rotineiramente.
Existe ainda a preocupação indireta, que o hábito de usar a pílula do dia seguinte seja acompanhado pelo não uso do preservativo, o que leva a exposição às DSTs – doenças sexualmente transmissíveis, que podem comprometer a fertilidade.

16- Mulheres atletas que se exercitam demais vão ter dificuldades para engravidar?

VERDADE. Atletas que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem ter amenorreia (a suspensão da menstruação) e da ovulação. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na produção hormonal necessária para ovulação acontecer. Há aquelas que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a ter a menstruação regularmente, mantendo sua fertilidade. As mulheres empenhadas em engravidar devam reduzir seus exercícios para níveis mais moderados caso não estejam com as menstruações regulares.

17- A endometriose pode causar infertilidade?

VERDADE. A endometriose nos seus diversos graus pode afetar a fertilidade, evidentemente que, quanto mais avançada, mais poderá ser sua interferência. A endometriose pode fazer aderências, obstrução parcial ou total das trompas. Também podem ocorrer aderências e/ou lesões de outras estruturas da pelve como intestino, bexiga e útero, nestes casos, a trompa pode não conseguir captar o óvulo liberado pelo ovário no momento da ovulação. Em algumas situações, a endometriose pode dificultar o desenvolvimento dos óvulos, ou mesmo a saída destes do ovário. Em outros casos, a doença pode alterar vários mecanismos fisiológicos da reprodução, ao nível dos oócitos, havendo frequentemente menor resposta a indução, na interação destes com os espermatozoides, na função tubária paralisando as trompas, no embrião ou na implantação deste na cavidade uterina, interferindo negativamente em todos estes níveis. Contudo, a maioria das mulheres com endometriose conseguirá engravidar espontaneamente. Caso haja sintomas suspeitos de endometriose (cólicas menstruais de forte intensidade, dor pélvica crônica, dor nas relações, entre outros), sugere-se a procura especializada para diagnóstico e tratamento adequado mais precocemente, o que irá evitar o agravamento da doença, facilitando o tratamento.

18- Quem tem útero retrovertido tem mais dificuldade para engravidar?

MITO. Não se trata de uma anormalidade, mas sim uma variante da posição normal do útero, já que a grande maioria das mulheres não apresenta sintomas ou problemas devido a isso. Caso haja a dificuldade para engravidar, o casal necessitará da investigação básica de infertilidade.

19- É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa?

VERDADE. É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa. Quando houver histórico de gestações ectópicas ou outras doenças que afetam trompas e ovários, quando ocorrer a gravidez novamente deve-se confirmar que a gravidez atual está no interior do útero, pois o mesmo fator que levou a retirada do ovário ou trompa pode também ter lesado a trompa que ficou. Para isso, sugere-se que após 2 semanas do teste de gravidez positivo/reagente, se faça um ultrassom para a confirmação de que o saco gestacional esteja dentro do útero.

20- Através das fertilizações temos 100% de chance da gravidez ocorrer?

MITO. As taxas de gravidez nas fertilizações são de aproximadamente 40% por tentativa, sendo que os gêmeos correspondem entre 20 e 30% do total das gestações e os trigemelares são menos que 1%. Quando se fala em taxas cumulativas, com vários procedimentos, menos de 10% dos casais permanecerão sem filhos. Para diminuir as gestações múltiplas tem-se transferido menos embriões, o que aumenta a segurança das gestações.

21- Um casal sadio tem 100% de chance de engravidar no primeiro mês se tiver relações sexuais no período fértil?

MITO. A chance de um casal saudável engravidar é de aproximadamente 20% a cada mês, isto nas mulheres abaixo de 30 anos e de apenas 5% nas mulheres acima dos 40 anos, mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens.

22- Quem tem Endometriose não engravida?

MITO. Nem toda mulher com endometriose tem dificuldade para engravidar.
Tudo vai depender do grau de acometimento da endometriose e da localização das lesões, que são analisadas por meio de exames específicos. Vale lembrar que a infertilidade pode acontecer porque a doença altera a anatomia da pelve e dificulta a liberação e captação do óvulo pelo útero. Além disso, acredita-se que pacientes com endometriose têm uma reserva ovariana mais pobre, o que também comprometeria a fecundação. Daí a importância de ficar atenta a dor pélvica, lombar, durante a relação sexual ou ao evacuar ou urinar e que se intensifica antes ou durante o período menstrual.
Diante desses sintomas é preciso procurar orientação médica especializada o quanto antes para fazer o controle ou cuidar da doença antes que ela provoque alterações mais severas, tais como aderências pélvicas e obstrução tubária.

23- O aconselhamento é importante para mulheres mais velhas que decidem engravidar?

VERDADE. Pelo fato de mulheres acima de 40 anos terem alta incidência de abortamentos e de crianças nascidas com problemas cromossômicos é importante falar com médico especialista ou procurar aconselhamento genético antes de tentar a gravidez. Eles fornecerão informações quanto às chances de ter uma criança com problema cromossômico, como a Síndrome de Down, e as opções de exames pré-natais para o diagnóstico. Através de um exame de ultrassom realizado entre 11 e 14 semanas de gestação pode-se medir a translucência nucal, tranquilizando a grande maioria dos casais. Atualmente pode-se fazer o diagnóstico de doenças cromossômicas fetais, pelo exame do sangue materno com 10 semanas de gestação. Mais recentemente, tem sido possível detectar estas doenças antes da transferência dos embriões, quando se realizam técnicas de reprodução assistida, através do PGD - diagnóstico genético pré- implantacional, se faz a análise de uma célula do embrião entre o terceiro e quinto dia pós-fertilização em laboratório e se confirma quais são normais, transferindo para o interior do útero embriões saudáveis.

24- Após os 42 anos é desaconselhável engravidar com seus próprios óvulos?

VERDADE. A gravidez pode acontecer, mas várias questões devem ser esclarecidas, cabe ao médico avaliar a parte clínica, orientar, e a decisão baseada em informação será do casal. As chances de gravidez natural com óvulos de mulher aos 42 anos é muito baixa e a qualidade embrionária também. De uma maneira simples e resumida pode-se informar que, das mulheres com mais de 42 anos que engravidam com seus óvulos, as taxas de aborto são em torno de 50%, e dos outros 50% que a gestação evoluir aproximadamente 25% têm alterações genéticas (síndromes) e apenas 25% têm um filho normal em casa. As técnicas de reprodução assistida podem melhorar estes resultados, pois é possível através do PGD - diagnóstico genético pré-implantacional fazer a análise de uma célula do embrião entre o terceiro e quinto dia pós-fertilização em laboratório e saber quais são normais, transferindo para o interior do útero embriões saudáveis, mas é necessário saber que a cada 10 embriões que evoluem em laboratório 8 a 9 são anormais, e frequentemente não se consegue embriões saudáveis nestes tratamentos. O consenso científico é oferecer a estas mulheres, como alternativa, a adoção de um óvulo de mulher jovem, fertilização destes com espermatozoides do marido, e colocação dos embriões no interior do útero desta mulher de 42 anos ou mais, o que dará chances de sucesso próximas as de uma mulher jovem.

25- Homens sem espermatozoides no sêmen não podem ter filhos?

MITO. Através das técnicas de reprodução assistida é possível em algumas situações encontrar espermatozoides após um processamento do sêmen, mas é através de punções ou biópsias testiculares, que a maioria recupera os espermatozoides necessários para a fertilização d de óvulos em laboratórios pela técnica de ICSI, assim se obtém embriões para serem colocados no interior do útero de sua companheira. É importante analisar cada caso, fazendo exames para afastar algumas doenças que podem contra-indicar estes procedimentos. Vale lembrar a necessidade de procurar especialistas, pois muitos homens cercados de mitos, fecham as portas que lhes permitiriam a informação, desconhecendo o bom prognóstico para os principais problemas de infertilidade. Caso não seja possível encontrar espermatozoides nos testículos (biópsia testicular sem sucesso) é possível que o homem tenha filhos sem sua carga genética, adotando uma criança ou adotando espermatozoides provenientes de banco de sêmen, o que também lhe dará a possibilidade maravilhosa de ser Pai.

26- Homens que trabalham muito tempo sentados ou em altas temperaturas podem ficar estéreis?

MITO. O aumento da temperatura a qual os testículos ficam expostos por muitos anos seguidos pode gradativamente reduzir a fertilidade, podendo causar sub-fertilidade e infertilidade, mas dificilmente explicaria a esterilidade, uma ausência completa de espermatozoides. Em casos de trabalhos insalubres ou demora de mais de 6 meses para a gravidez acontecer é importante a análise seminal, e caso haja a constatação de redução de espermatozoides a orientação do casal dependerá do grau da alteração, do tempo de infertilidade e da idade da mulher. Para resolução do baixo número e/ou mobilidade dos espermatozoides, podem ser utilizados apenas inseminação, que é o processamento do sêmen, melhorando sua qualidade e colocação deste no interior do útero na eminência da ovulação acontecer. Caso isso não seja suficiente para a gravidez acontecer, através das diversas técnicas de reprodução assistida, une-se em laboratório óvulos e espermatozoides, transferindo os embriões de boa qualidade para o interior do útero com altas taxas de sucesso.

27- O congelamento de óvulos permite a mulher preservar sua fertilidade e possibilita ter filhos em idade mais avançada ?

VERDADE. O congelamento de óvulos foi uma das maiores evoluções da medicina reprodutiva. Este procedimento permite a mulher que decidiu adiar a maternidade, seja por aspectos sociais, econômicos, ou mesmo de doenças, recorrer as técnicas de reprodução assistida, onde através do estímulo hormonal os ovários produzem vários óvulos, que são aspirados e congelados preferivelmente antes dos 35 anos. Vale lembrar que a dificuldade para mulher engravidar após os 35 anos cresce de maneira acentuada devido a redução da qualidade e quantidade dos óvulos, por isso, diminuem as taxas de gravidez e aumentam a ocorrência de abortos. Através deste método as chances de gravidez passam a ser semelhantes às de uma mulher mais nova, permitindo adiar a vinda dos filhos para um momento mais oportuno. Mesmo havendo esta possibilidade, o ideal é que as mulheres dêem mais valor ao relógio biológico e tentem organizar suas vidas sem adiar muito a maternidade, pois outros fatores podem impedir a realização deste sonho.

28- Quem fez vasectomia não pode ter filhos?

MITO. Este procedimento considerado método contraceptivo definitivo pode ser revertido através da microcirurgia de recanalização dos canais deferentes no homem, o que acaba elevando o custo deste procedimento de microcirurgia, em relação ao custo de uma vasectomia. A possibilidade de sucesso na reversão é alta, mas está relacionada á técnica utilizada no momento da realização da vasectomia e ao tempo que este procedimento foi realizado. Vale lembrar que atualmente com tantos métodos reversíveis, este deveria ser deixado como método de exceção, após muito amadurecimento, e ainda, pode ser feita com preservação da fertilidade, através de congelamento de sêmen. Caso tenha realizado vasectomia e haja arrependimento, caso não se obtenha sucesso com a reversão da vasectomia, pode-se ainda utilizar as técnicas de reprodução assistida e com poucos espermatozoides realizar a ICSI (injeção intra- citoplasmática de espermatozoides) com excelentes resultados, embora o fator custos pode ser limitante para alguns arrependidos.

29- Quem fez laqueadura não pode ter filhos?

MITO. Este procedimento considerado método contraceptivo definitivo pode ser revertido através de microcirurgia, com a recanalização das trompas de Falópio nas mulheres, o que acaba elevando o custo deste procedimento em relação ao custo de uma laqueadura. A possibilidade de sucesso na reversão, com bebê em casa, está ligada a técnica utilizada no momento da realização da laqueadura e da idade da mulher, pois mesmo com trompas novamente em boas condições, a queda natural da fertilidade após os 35 anos deve ser ponderada, para decidir pela reversão ou pela fertilização in vitro, quando se faz a estimulação hormonal dos ovários, retira-se os óvulos com uma simples punção e em laboratório se faz a fertilização, transferindo os embriões para o interior do útero, sem necessitar das trompas. Vale lembrar que atualmente há métodos reversíveis com taxas de segurança contraceptiva maiores que a própria laqueadura, portanto está deve ser encarada como método de exceção para se evitar a gravidez, após muito amadurecimento.

30- Quem tem mioma não pode ter filhos?

MITO. Em quase metade das mulheres em idade fértil pode-se encontrar miomas e a maioria não tem sintomas. Em apenas 4% dos casos os miomas são responsáveis pela infertilidade, ou levar a um maior risco de abortamento e trabalho de parto prematuro, mas esse índice pode chegar a 15% quando associado a fatores tubários, como lesões ou obstruções das tubas (trompas de Falópio) ou presença de endometriose. Na dependência da localização dos miomas, tamanho, quantidade, podem ocasionar problemas, incluindo sangramento aumentado de características variáveis, dor abaixo do umbigo ou sensação de pressão nessa região, dores nas costas e pernas, dor durante a relação sexual. De um modo geral não há prejuízo na gravidez e está indicada a retirada dos miomas apenas quando eles se projetam para o interior da cavidade uterina, onde o bebê se desenvolverá. Os casos devem ser avaliados individualmente quanto ao comprometimento da fertilidade e tratamento preventivo do crescimento dos miomas enquanto a mulher não deseje engravidar.


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